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Diretor do Syriancartoon, Raed Khalil é premiado na Síria


 

O diretor do site Syrian Cartoon  é um Dom Quixote enfrentando os desafios diários de viver em um país arrasado pela guerra e, mesmo assim, nunca deixou de publicar seus cartuns e, principalmente, manter seu site, que é uma plataforma de informações sobre concursos e resultados do mundo inteiro. 
Mesmo, durante os períodos mais críticos da guerra na síria, Raed sempre se manteve firme no seu propósito de propagar a cultura e a informação sobre o humor gráfico realizando concursos temáticos, organizados pelo seu site Syrian Cartoon. Mesmo isolado do mundo pelas barreiras do ódio, da intolerância e dos interesses internacionais de grandes potências mundiais sobre seu país, Raed conseguiu criar pontes usando a linguagem universal do cartum. 
Raed é respeitado, internacionalmente, pelas comunidades de cartunistas e sites especializados em humor gráfico.
E, agora, recebe um importante prêmio nacional com um decreto legislativo em seu país que reconhece os melhores de 2018. Raed foi premiado na categoria de  pintura e cartum. Outros nomes importantes nas áreas da literatura e da educação, também, foram premiados.
 

Fonte: Facebook pessoal de Raed Visite
Syriancartoon SITE
Arte: Retrato feito em aquarela by Alexander Perandin Moreira  

 

23 dez. 2018
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Lan é um dos homenageados na 3ª Bienal Internacional da Caricatura


 

A 3ª Bienal Internacional da Caricatura 2018, que começou no dia 18 de dezembro, estará aberta à visitação até o dia 28 de fevereiro de 2019, no Centro Cultural Solar de Botafogo e Casa UBC, está imperdível: são 4 salas de homenagens. Uma ao LAN, outra ao Alvarus e a terceira, ao Luiz Sá, pelo aniversário de 80 anos do Bonequinho, "VIU", na seção de cinema do jornal O Globo, que ele desenhou na década de 30, para dar a cotação dos filmes e na quarta aos astros do cinema.
Lan évum dos maiores caricaturistas brasileiros de todos os tempo e Alvarus (1904-1985) importante artista e historiador da caricatura. A curadoria é do historiador e caricaturista Luciano Magno e de Guilherme Rodrigues. Segundo Luciano, o Lan, é uma lenda da caricatura, é o decano dos caricaturistas brasileiros. A obra dele é um patrimônio artístico do Brasil. Lan, atualmente, com 94 anos foi pessoalmente prestigar a exposição. Ele continua desenhando e publicando no GLOBO.

 


                                                                                                                                                     


A abertura da exposições: Astros do cinema e Lan no traço dos caricaturistas contou com a participação dos artistas: Eduardo Baptistão, Érico San Juan, Cláudia Kfouri, Liliana Ostrovsky, Fani Loss, Synnovve Hilkner, Jal, Elihu Duayer, Julio Mariano, Glen Batoca, Márcio Malta, Paulo e Chico Caruso, Aroeira, Fernandes, Marcos Souza, Amorim, Magon, Ulisses, Fred Ozanan, J.Bosco, Uberti, Luciano Lima, Max Ziemer, Ray Costa, ManoHead, Claudio Duarte, Bira Dantas, Dela Corte, Flavio Pessoa.

 


Caricaturistas Glen, Liberati, Ulisses e Amorim.                                                               
 

Autoria: Ulisses

 

Autoria: Baptistão

 


Autoria: Glen Batoca

 

A 3ª Bienal Internacional da Caricatura recebe visitação até o dia 28 de fevereiro de 2019.
Dias: terça a domingo. 
Horário: 12h às 19h
Galerias do 2º andar
Classificação: 12 anos
Endereço: Av. Rio Branco, 241
Centro -Rio de Janeiro - RJ
CEP 20040-009
Mapa

 


                                                                                                                                                           


                                                                                                                         

                                 


Chico Caruso ao lado de Lan.                                                                                 

                     


Discurso de Luciano Magno, um dos organizadores do evento.                                          

 


Obras de Lan                                                                                                                              

 


                                                                                                                                                         

 

Lanfranco Aldo Ricardo Vaselli Cortellini Rossi Rossini, ou simplesmente Lan, (Montevarchi, Toscana, Itália, 1925), é um caricaturista italiano radicado na cidade do Rio de Janeiro. Há quatro décadas, ele e a mulher, Olívia Marinho, escolheram Petrópolis, na Região Serrana do Rio, como refúgio. Só no sítio, que fica no distrito de Pedro do Rio, ele mantém em seu ateliê mais de 5 mil caricaturas, mas ele revela que o número de obras criadas ao longo de sua vida é imensurável. Conhecido, internacionalmente, por retratar as suas paixões nos desenhos (o Rio, as mulheres, a Portela e o Flamengo), Lan trabalhou por mais de 30 anos no Jornal do Brasil. Antes disso, atuou em jornais do Uruguai e da Argentina.
 

Trajetória de Lan

Apesar de ter nascido na Itália, foi no Rio de Janeiro que Lan encontrou o lugar perfeito para viver as mais divertidas aventuras. A primeira vez em que veio ao Brasil era criança e o pai havia sido contratado para trabalhar na orquestra Sinfônica de São Paulo. Quando chegou, viu a primeira mulher negra: a babá Zezé, motivo pela qual se encantou pelas mulatas. Ao longo da vida, também morou em Montevidéu, no Uruguai, e em Buenos Aires, na Argentina. O trabalho como caricaturista começou quando foi contratado pela editora Haynes, na Argentina, comandada por Eva Péron, a Evita. Foi ela que o incentivou a desenhar mulheres. De volta ao Brasil, trabalhou no jornal Última Hora, com Samuel Wainer e, em seguida, teve uma breve passagem pelo Jornal O Globo. Depois disso, se dedicou ao Jornal do Brasil.
 

Livro e as memórias de Lan

O caricaturista será presenteado com um livro que conta a sua história, desde a infância, até os dias atuais. Produzido pela jornalista e grande amiga Christina Autran, a obra é uma espécie de biografia do Lan. 
Segundo Christina, o livro está pronto e aguarda a aprovação da editora, para a publicação.
"Esperamos que isso aconteça ainda no segundo semestre deste ano", afirmou.
O livro conta a trajetória dele desde que chegou ao Brasil pela primeira vez, assim como a ida para o Uruguai, a passagem pela Argentina e o início do trabalho como caricaturista.  A jornalista disse que procurou relembrar fatos da história do Lan, como quando desenhou um professor da escola ainda criança.

 



                                                                                                                                      


Criações de Lan
 


Criações de Lan



Criações de Lan                                                                                                                            

Créditos das fotos:
Felipe Vasconcellos / G1
Glen Batoca 
Fotógrafo oficial do evento 


 

23 dez. 2018
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Os 10 melhores cartuns de 2018 dos piores momentos do mundo



O site Cartoon Movement escolheu 10 cartuns que retratam com humor e crítica o ano de 2018.
Os 10 finalistas estavam entre os 8.517. A redação do Cartoon Movement publicou na sua página na internet 209  trabalhos. Essa escolha dos TOP 10,  acabou se Tornando uma tradição. 
Veja as edições de 2017 e de 2016 .

O ano de 2018 foi marcado por inúmeros problemas mundiais que afetam diretamente a população mais pobre do planeta e as minorias. Segundo o site Cartoon Movement ''Quando as coisas não vão nada bem pelo mundo, é sinal que para o trabalho dos cartunistas é um bom ano''. 

O site Cartoon Movement lançou uma sessão Shop, para facilitar a venda de cartuns salvos no nosso banco de dados.

 

Veja os cartuns que os geniais cartunistas desnudam a pura realidade diante das nossas retinas.
Um caso rir e depois chorar.

1
Trump, em janeiro de 2018, usou a expressão "países de merda" para citar alguns países. 
Rice, cartunista Brasileiro, desenhou uma caricatura o que muitos gostariam de desenhar.
Trump, um presidente de merda.  Publicado a 12 de janeiro.

 

2
O segundo desenho é de autoria de Marian Kamensky , também é sobre Trump. 
Segundo o Cartoon Movement, essa charge foi escolhida  porque  foi sensurada pelo Facebook (porque inclui uma suástica).  Publicado em 18 de janeiro.

 

 



3

É irônico que o mundo se torne cada vez mais conectado, e as pessoas sozinhas, desconectadas.  
O cartunista Osval de Cuba criou este visual inteligente, onde a teia que nos conecta é composta de paredes que nos separam. Publicado em 17 de abril.

 

 

4

Um detector de mentiras pode ser um novo acessório das novas TVs. Notícias falsas continuaram sendo um problema em 2018. Essa foi a solução desenhada por Gatis SlukaPublicado em 2 de maio.

 

5
Em maio, o imigrante ilegal Mamoudo Gassama sobe quatro andares para resgatar uma criança. Como recompensa, ele obtém cidadania francesa e um emprego. O cartunista Tjeerd Royaards mostra as duas versões quando se trata de pessoas que estão migrando. Esse cartum viralizou na web e ganhou o prêmio de melhor desenho político na Holanda. Publicado em 30 de maio.

 

6
A natureza já está dando o troco e  prevalecerá, como mostra o cartum de BIZ . Publicado em 5 de outubro.

 

7
O Brasil elege o Bolsonaro.  Segundo a visão do cartunista português Vasco Gargalo,  isso foi um ato de suicídio. Publicado dia 29 de outubro.

 

8
2018 provou ser um ano que continuou uma tendência de enfraquecimento dos direitos humanos e da liberdade em geral. O cartunista brasileito Elihu Duayer desenhou essa realidade e acertou na mosca. Publicado em 2 de novembro.

 

 

9
Em novembro, o número de refugiados da Venezuela chegou a 3 milhões. Uma das razões para fgir do país é a crise econômica, resultando em horas de espera em lojas quase vazias. Um desenho austero em tons de cinza feito pelo cartunista Camdelafu . Publicado em 29 de novembro.
 

10
Entre todos os desenhos animados da Brexit com acidentes de avião, naufrágios e penhascos, este é, simplesmente, um dos melhores resumos visuais do Brexit que vimos. Desenhado por Paolo Calleri . Publicado em 18 de dezembro.


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NOTA: O Brazil Cartoon © divulga gratuitamente informações sobre concursos  e notícias sobre desenho de humor e se reserva no direito de traduzir regulamentos e textos para o português, com as devidas adaptações de termos e expressões para facilitar a compreensão dos artistas brasileiros. O Brazil Cartoon se isenta de qualquer penalidade por eventuais erros na tradução, interpretação ou escrita.  Participante, certifique-se lendo, também, informações e regulamentos na íntegra disponível nos sites oficiais de notícias e de eventos.
 

27 dez. 2018
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KARIKA número 78


 

Fique por dentro das notícias sobre o desenho de humor internacional.
Baixe o pdf da revista KARIKA editada por Nikola Plečko.

Baixe aqui!

20 dez. 2018
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Entrevista com Liuyi Wang


 

ENTREVISTA

Brazil Cartoon: Quando você, Sr. Liuyi, teve seu primeiro contato com desenhos animados e animação? Isso mudou sua vida?

Liuyi Wang: Quando eu era criança, meus pais compravam muitos livros de desenhos, de cartuns desenhados por autores chineses e estrangeiros. Eu gostava muito desses livros. Depois de me formar na universidade, fui designado para trabalhar com intercâmbio com países estrangeiros e por isso, tive boas oportunidades de conhecer e curtir cartuns e animações do mundo inteiro. Tenho a sorte de me envolver em negócios de direitos autorais em uma empresa da Beijing Culture Company desde 1997 e, em seguida, atuei como diretor administrativo do estúdio de animação. Eu nunca imaginei  que cartuns e animações se tornem parte da minha profissão. É o destino, aceito e amo minha carreira!

 

Brazil Cartoon:Como surgiu a ideia de organizar eventos culturais de desenho animado, animação, arte e artesanato?

Liuyi Wang: Mais de uma década atrás, minha empresa de animação era a maior empresa de animação da China. Minha empresa de animação produziu um filme de animação Blue Cat Series, The Blue Cat é uma das marcas famosas na China. Para promover essa marca, participei de muitos festivais e eventos de animação e desenho animado no país e no exterior, percebi que é muito importante organizar eventos culturais, isso aumenta a plataforma de intercâmbio e cooperação entre artista e países. Além disso, percebo que as artes tradicionais, especialmente o artesanato, são as fontes criativas de cartum e animação. Tenho muitos amigos não são  excelentes desenhistas de humor, animadores e também bons em artesanato. Eu venho promovendo cartuns, animação e artesanato.  Eu organizei vários eventos culturais que envolve essas três artes marvilhosas em inúmeras cidades na China, 

 

Brazil Cartoon: Onde você mora hoje? Seu escritório também está na sua cidade?

Liuyi Wang: Eu moro em Pequim agora, mas também tenho minha própria casa em Guiyang, minha cidade natal. Eu tenho dois escritórios em Pequim e Guiyang separadamente. No futuro próximo, pretendo montar museus e receber artistas internacionais residentes em Guiyang. Eu acredito que esse sonho está perto de se tornar realidade.

 

Brazil Cartoon: Qual foi o primeiro evento que você e sua equipe organizaram?

Liuyi Wang: Mais de dez anos atrás, fui convidado pelo governo de Guiyang, capital da província de Guizhou para organizar um festival de animação para a cidade, sugeri aos patrocinadores que realizaríamos um evento de animação e cartum voltado para os jovens, porque a nova geração é muito importante para o futuro da China. Minha proposta foi aceita pelos patrocinadores. O concurso de animação juvenil, cartum e histórias em quadrinhos da Ásia foi montado. Eu organizo este evento por oito anos. Agora estamos organizando um novo festival chamdo, Libo Internacional de Animação Infantil e Cartuns.

 

Brazil Cartoon: Quais países tiveram representantes nos eventos organizados por você e sua tripulação?

Liuyi Wang: Nós já organizamos mais de vinte festivais de animação na China. Grandes eventos de cartum e animação. É sempre uma honra convidar artistas de mais de 50 países para participar de nossos eventos. Temos o orgulho de dizer que temos amigos artistas em todo o mundo.

 

Brazil Cartoon: A publicação é muito importante para os artistas. E percebemos que você valoriza a qualidade das publicações. Qual é a importância de livros e desenhos animados e publicações ilustradas para a China?

Liuyi Wang:  A publicação é muito importante para nós, porque mantém o registro das obras, exposições e competições coletadas em nossos eventos. Isso é valioso e histórico. Até agora, publicamos mais de trinta livros sobre cartum e animação, que incluem as obras criadas pelos artistas de mais de 70 países. Estes livros e álbuns de publicação servem de inspiração para nossos leitores chineses .

 

Brazil Cartoon: Você participou de júris no Irã em 2009 e no Brasil em 2010 no concurso organizado pelo Brazil Cartoon. Quais foram os principais eventos que você participou?

Liuyi Wang: Estou muito feliz por ter participado no Irã e no Brasil. Tenho certeza que o salão de humor do Brazil Cartoon é um dos grandes eventos que participei, foi um evento muito bem organizado em Minas Gerais com muita criatividade, humor e cor.

 

Brazil Cartoon: Qual é a importância para a China desse contato com pessoas de várias partes do mundo?

Liuyi Wang: A China adota a política de portas abertas há décadas. É muito bom para o povo chinês aproveitar os benefícios desta política, porque o povo chinês pode realizar negócios e intercâmbio cultural, bem como a cooperação com países estrangeiros. China e Brasil são grandes países do mundo. É muito importante mantermos contatos para melhorar nossa amizade e cooperação.   

 

Brazil Cartoon: Em Libo, a competição de desenhos animados e animação ICACF promove a arte, valoriza as crianças e, principalmente, a natureza. Qual foi o resultado da competição do ano passado? Você notou algum impacto positivo na vida dos moradores do Libo?

Liuyi Wang:  Libo Internacional Animation Children & Comics exerce influência no Libo. Você sabia que Libo é destino turístico famoso na China e no mundo?! as belezas naturais de Libo são misturadas com arte de animação, tornando a cidade ainda mais atraente para os visitantes. Os moradores de Libo já perceberam que o cartum e a animação podem trazer agradáveis experiência para a sua vida dos moradores. O clima é que esse evento deve continuar acontecendo na cidade.

 

Brazil Cartoon: Notamos a grande importância da prefeitura do Libô e o apoio do governo na organização do concurso. As crianças da Libo participaram ativamente das oficinas de desenhos e exposições. Qual é a importância de trazer um júri internacional de cartunistas profissionais e animadores de grandes estúdios de animação para uma competição no Libo? 

Liuyi Wang:  Realmente o Sr. Yin De Zheng, governador do governo Libo tem visão. Ele sabe que a ICACF constroi uma marca cultural e turística para sua prefeitura e cria uma atmosfera única de cultura, com a linguagem universal oferecida pelos cartuns e animações. Também torna famoso o turísmo com a participação de muitos artistas internacionais conhecidos. Agora, estamos discutindo como usar animações, cartuns e ilustração para decorar paredes nos viralejos. Queremos colorir esses lugares mágicos que são rodeados de natureza. O governador  incentiva escolas e crianças de Libo participarem dos eventos que promovemos com grandes artistas internacionais que visitam a cidade. Quero agradecer o Brazil Cartoon pela forte parceria e desejo que seus organizadores e colaboradores continuem desenvolvendo esse trabalho sério e de qualidade.
Conheça mais sobre os eventos icacf  CMIA

Foto: Divulgação 

Jonas Henrrique Martins
Acadêmico de Jornalismo e estagiário do Brazil Cartoon

 

12 dez. 2018
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Depoimento sobre o Brasil Cartoon


 

Qual a sua opinião sobre o Brazil Cartoon?

Um site à altura da produção e qualidades de nossos artistas. Em tão pouco tempo já se tornou uma referência e serve de um importante elo com os principais sites do segmento no mundo, de balizamento para nossos cartunistas e um forte aliado na divulgação dos Salões de Humor realizados no Brasil, promovendo, mesmo que de forma implícita, um intercâmbio que se faz tão necessário entre os mesmos. Toda a equipe está de parabéns!
Edra Amorim
Cartunista, designer gráfico, produtor cultural e editor.
Realizador do Salão Internacional de Humor de Caratinga e fundador da Casa Ziraldo
Conheça mais sobre o cartunista EDRA

12 dez. 2018
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Entrevista com Massoud Shojai


 

Massoud Shojai Tabatabai - Nascido em 1964 em Teerã. É graduado em pintura pela Universidade de Belas Artes de Teerã. É o editor chefe da " Kayhan Caricature " e diretor da “house of cartoon” ou casa do Cartum.  Membro do júri  do concurso de cartuns  de Nasredin Hodja, na Turquia em 1999. Membro do júri do concurso de cartuns de San Antonio, Cuba,2001. Secretário Geral da quinta bienal do Cartum  de Teerã, 2001. Membro do júri do concurso de cartuns de Pequim,  China,2004. Membro do júri do concurso de cartuns de Teerã, 2004. Secretário geral da sétima bienal do Cartum de Teerã, 2005. Membro do júri do concurso de cartuns de Aydin Dogan, Turquia, 2005. Membro do júri do concurso de cartuns Greekartoon, Grécia 2006.  

 

ENTREVISTA

 

Brazil Cartoon: O que você acha desse momento do Humor Brasileiro?

Massoud: Eu acho que agora, o Brasil é muito popular em relação ao cartum e a caricatura no mundo, especialmente no campo do portrait. Muitos cartunistas famosos são do Brasil. 

Brazil Cartoon: Qual a importância do cartum para você?

Massoud: Na minha opinião, o cartum é uma forma artística de expressão objetiva dos problemas e agora se tornou uma linguagem internacional pela qual os cartunistas do mundo inteiro podem se comunicar.

 

Brazil Cartoon: Gostaríamos de saber sobre o papel do cartum iraniano na questão política e, em especial, sobre as pressões dos EUA. Isso tem sido mostrado por meio dos cartuns iranianos?

Massoud: Depois da vitória da revolução Islâmica no Irã, os Estados Unidos assumiram uma política ruim em relação ao país e, depois de 28 anos de sanções contra o Irã, é natural que a maioria dos cartunistas iranianos não concordem com essa política. O Irã é um país pacífico. Os cartunistas daqui prestam muita atenção nos cartuns artísticos, na presença de um grande número de cartunistas iranianos nos festivais internos e no exterior e, os prêmios conquistados nessas competições mostram esse assunto.

Brazil Cartoon: O irancartoon tem um papel fundamental para os cartunistas do mundo. Sentimos como se o seu web site fosse um Oásis para os desenhistas sedentos de informações sobre concursos e notícias. Sabemos que há mais de 10 anos vocês estão no ar. Como surgiu esta idéia? 

Massoud: Eu realmente agradeço a você pela sua atenção para com o site irancartoon, nós tentamos enfocar os cartuns em diferentes aspectos no nosso site e estamos felizes em ter muitos leitores e expectadores ao redor do mundo. Mas para responder a segunda parte da sua pergunta, eu devo dizer que o site vem, desde o ano 2000, incluindo o cartum iraniano nas artes internacionais e, passo a passo, vem se estendendo para diferentes campos e agora nós temos bons amigos pelo mundo e especialmente no seu país. É um grande orgulho para nós ter parceiros que nos ajudam a tornar o site irancartoon mais poderoso.
 

Brazil Cartoon: Em sua opinião além de sermos conhecidos como o país do futebol e do carnaval também podemos ser lembrados como o país do cartum?

Massoud: Sim, por causa da boa qualidade dos trabalhos de seus cartunistas. Eu acho que seu país tem a capacidade necessária para ser chamado de a “terra do cartum e da caricatura” também.

 

Brazil Cartoon: O portal Brazilcartoon se intitula como filho do irancartoon. Como você o conceitua?

Massoud: Isso demonstra a sua humildade em dizer que o site Brazilcartoon é um filho do site irancartoon, nós dizemos que o Fanofunny.com é nosso pai, então esse site deveria ser chamado de avô do Brazil Cartoon. Finalmente, a presença do Brazilcartoon (que na minha opinião é muito especializado) tornou possível divulgar cartunistas do mundo inteiro e, num curto espaço de tempo, trouxe fama para muitos cartunistas brasileiros.

Conheça o site Irancartoon

Entrevista concedida ao Brazil Cartoon em 2007
Foto: Arquivo pessoal de Massoud

Cinara Dreide
Jornalista 

 

12 dez. 2018
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Entrevista com Tommy Thomdean da Indonésia


 

Tommy Thomdean, foi um dos vencedores do Salão Internacional de Humor sobre a Floresta Amazônica em 2008 (organizado pelo Brazil Cartoon). Tommy começou a desenhar cartuns em 1997, trabalhando como cartunista e ilustrador free-lance, além de trabalhar como arquiteto para muitos projetos sociais de habitação para pessoas de baixa renda na Indonésia. Atualmente trabalha como ilustrador e cartunista para o Kompas, o maior jornal diário da Indonésia.Tommy Thomdean conquistou muitos prêmios.Principais Prêmios:

- 2º lugar: National Mascot Design Contest, BPS
(Statistic Bureau Center), Indonésia / 1999

- Grande prêmio: Concurso de Caricatura
PROSENI GRAFIKA, UGM, Indonésia / 1999

- Menção especial: Concurso de Caricatura da
“Catholic Youth Meeting”, Indonésia / 2002

- Menção especial: Competição de
Caricatura Jakarta, Indonésia / 2003

- 3º lugar: Biblioteca Poster Design,
54º Aniversário UGM, Indonésia / 2003

- 2º lugar: Competição de Caricatura Yogyakarta,
MERAPI daily, Indonésia / 2004

- Menção especial: “KOMPAS Caricature award 2004
Jakarta, Indonésia / 2004

- 5º lugar: DRUGS Cartum, YCAB
Jakarta, Indonésia / 2005

- Premiado no 2º Syria Cartoon Contest, Síria / 2006

- 3º lugar: Pen Syria Cartoon Festival / 2007

- 1º lugar: Cartum: mordaça, WORLD PRESS CARTOON
Sintra, Portugal / 2007

- Seis melhores cartuns:
“Urbanization and life, Indiaink”, Índia / 2007
 

ENTREVISTA 

Brazil Cartoon: A Indonésia é um país onde existem problemas climáticos acentuados, vulcões e terremotos, como você avalia os desastres ambientais sofridos por eles?

Tommy: Os cidadãos já se familiarizaram com os terremotos em suas vidas. O fato geograficamente inegável é que vivemos sobre uma área de terremotos, por essa razão, quando construímos novas comunidades, temos que considerar esse fato.

 

Brazil Cartoon: Qual a sua opinião sobre os problemas de desmatamento e degradação da Floresta Amazônica?

Tommy: Os problemas enfrentados pela Floresta Amazônia são os mesmos enfrentados pelas florestas da Indonésia. Elas têm sido destruídas em nome da industrialização desconsiderando-se a responsabilidade ambiental. Na Indonésia, a maioria das derrubadas ocorre na Ilha Kalimantan, onde também fica a maior área de florestas. Aparentemente, muitas indústrias estão falindo porque elas exploraram a floresta sem conservá-las. A madeira não é mais um recurso renovável ela agora é como um combustível fóssil, mais caro e mais raro. Quando as pessoas constroem casas, elas procuram por uma alternativa a madeira. Eu acho que o fenômeno do aquecimento global está ganhando mais atenção porque a terra está passando por uma mudança clara devido às atividades humanas. Nós devemos entender o fenômeno e agir, mesmo que com passadas pequenas.

 

Brazil Cartoon: Várias obras de sua autoria abordam temas sociais e ecológicos. Além de participar de eventos de humor qual o seu papel nestas questões?

Tommy: A maioria dos meus cartuns são sobre questões ambientais e sociais. Esses são meus interesses desde que eu estudei arquitetura. Além de trabalhar como editor de cartuns no jornal diário Kompas, eu também estou envolvido com programas e campanhas sobre o aquecimento global para crianças e adolescentes.

 

Brazil Cartoon: Qual a sua opinião sobre os eventos de humor realizados pelo Brazil Cartoon? 

Tommy: Eu admiro muito todas as iniciativas. Eu espero que o Brazil Cartoon continue realizando concursos de humor e proporcione mais oportunidades para reunir cartunistas brasileiros e estrangeiros.

 

Brazi Cartoon: Já conhece o Brasil? Como conceitua nosso país?

Tommy: Não, mas eu adoraria visitar o Brasil algum dia. Adoraria ver de perto o futebol, a Floresta Amazônica, a capoeira o  samba...
 

Brazil Cartoon: Como você avalia o Brazil Cartoon para o desenvolvimento do desenho de humor?

Tommy: Ele é muito importante! O Brazil Cartoon me inspirou a publicar um livro, conduzir uma exposição, e um fórum. Criei uma galeria para outros cartunistas da comunidade. O Brasil Cartoon  conecta todos os cartunistas do mundo. 
 

Entrevista concedida ao Brazil Cartoon em 2008
Foto: Divulgação

Cinara Dreide
Jornalista

12 dez. 2018
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Entrevista com Eduardo Baptistão


 

Eduardo Baptistão nasceu em São Paulo em 1966. Desenha desde a infância, por influência de dois Alceus, o pai e o irmão. Também por influência do primeiro Alceu, se tornou palmeirense. Formou-se em Publicidade e Propaganda pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero em 1988. Publicou seu primeiro desenho em 1985, na Folha de S. Paulo. A partir daí, começou a trabalhar como ilustrador free-lancer, paralelamente aos seus empregos, até ser contratado pelo jornal O Estado de S. Paulo, em 1991.Trabalhou na redação do Estadão por 22 anos, até 2013. Nesse periodo, seu trabalho evoluiu e se tornou mais conhecido, notadamente como caricaturista. Alcançou prêmios nacionais e internacionais em diversos salões de humor e de desenho para imprensa. Além de ter trabalhado também para o Jornal da Tarde, do mesmo Grupo Estado, colaborou com alguns dos maiores veículos de comunicação do país, como o Le Monde Diplomatique Brasil e as revistas Istoé, Placar, Vogue, Playboy, Sexy, Vip, Imprensa, Quem, entre outras. Fez também diversas ilustrações para livros, discos e outros projetos.
Atualmente, continua publicando no Estadão, e mantém longa colaboração com as revista Carta Capital (desde 1995) e Veja (desde 2004). Mais recentemente, passou também a ilustrar para a revista Época Negócios.
Fez exposições individuais, participou de diversas coletivas, e teve três livros autorais de caricatura publicados.

 

ENTREVISTA

Brazil Cartoon: Conte-nos um pouco da sua trajetória como caricaturista.

Baptistão: Eu desenho desde criança e trabalho como ilustrador desde 1985, quando publiquei meu primeiro desenho. Sempre gostei de desenhar pessoas, mas caricatura mesmo só aprendi a fazer depois que entrei no Estadão, em 1991. Inspirei-me muito no trabalho de colegas do jornal, como Carlinhos Muller, Marcelo Pinto e Paulo Caruso. Com essa escola e muito treino, fui encontrando o meu jeito de fazer caricaturas e, principalmente, descobrindo que era isso que eu sempre quis fazer na vida e não sabia. Os salões de humor brasileiros foram muito estimulantes para o meu trabalho e ajudaram-me a tornar conhecido. E a internet, mais recentemente, veio dar um impulso ainda maior na divulgação.

 

Brazil Cartoon: Qual o nome citaria como referência na área de caricatura?

Baptistão: Foram muito importantes como referência no início da minha trajetória os irmãos Caruso, Benício, Ziraldo, Trimano, além dos já citados Carlinhos e Marcelo. E continuo aprendendo sempre, com muitos outros colegas.

 

Brazil Cartoon: Para você como o desenho de humor é visto fora do Brasil?

Baptistão: O mundo leva muito a sério o desenho de humor. Existem salões importantes e representativos espalhados por vários cantos do planeta e é interessante notar como o humor gráfico é forte em países cuja cultura geralmente conhecemos em menor grau, como os do Oriente Médio e do Leste Europeu. Ele continua sendo uma arma poderosa contra os regimes totalitários, a segregação social, racial e econômica e as guerras. E o humor gráfico brasileiro é muito presente e respeitado lá fora.

 

Brazil Cartoon: Qual o seu conceito sobre o Brazilcartoon?

Baptistão: O Brazil Cartoon cumpre um papel importantíssimo de agrupar a produção de humor gráfico do Brasil, tão grande e diversificada como o próprio país, e mostrá-la para o mundo de maneira clara e organizada. E, na mão inversa, atualiza os brasileiros sobre o humor que se produz mundo afora. Apesar de recente, o site já é uma referência brasileira e internacional. Uma iniciativa generosa do colega Márcio Leite, ele mesmo um dos nossos grandes cartunistas.

Conheça mais sobre o artista Baptistão site 

Entrevista concedida ao Brazil Cartoon em 2007
Foto: site Bemparaná

Cinara Dreide
Jornalista
 

 

12 dez. 2018
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Entrevista com Orlando Pedroso


 

Orlando Pedroso é paulistano, nasceu em 14 de fevereiro de 1959. Em 1978, publicou seus desenhos pela primeira vez, já na época da abertura política, no jornal Em Tempo. Morou na Europa por três anos e meio. De volta, em 1985, passou a colaborar com o jornal Folha de S.Paulo e com as melhores e piores publicações da cidade. Em 1997 expôs no Espaço Unibanco de Cinema de São Paulo e do Rio os desenhos de Como o Diabo Gosta. Em 2001, no Espaço Ophicina, em São Paulo, expôs Olha o Passarinho! Em 2002, organizou o livro Dez na ÁreaUm na Banheira e Ninguém no Gol, Prêmio HQMix de melhor ilustrador de 2001. É pai de duas meninas, leitoras vorazes. Quando eram pequenas, ficava pensando em quando conseguiria desenhar tão bem quanto elas.                                                                     

ENTREVISTA

Brazil Cartoon: Por que fundar uma SIB – Sociedade dos Ilustradores do Brasil e como foi a iniciativa?Orlando: Quando fui convidado a participar da SIB, ela já havia dado os primeiros passos. Já havia uma rotina de reuniões e de conversas. Com o esvaziamento das editorias de arte nos jornais e revistas e com o desmonte dos departamentos de arte das agências, os ilustradores perderam suas referências que são exatamente seus pares. As listas na internet foram as precursoras desse retorno à troca de idéias. Por outro lado, havia as tentativas frustradas de entidades como o Clube de Criação e a ABRAG que acabaram desmontadas pela falta de quem as tocasse lá pelos anos 70. Aí talvez resida a grande dificuldade de qualquer organização que reúna artistas do traço. Ninguém gosta de lidar com as “burocras” que, inevitavelmente aparecem quando você está à frente de uma entidade. Fora isso, é um piano ladeira acima.

 

Brazil Cartoon: Como se encontra a situação da ilustração no Brasil? Ela é bem aceita fora do país?

Orlando: Depois de anos estagnada, parece haver uma retomada do ofício. Do final dos anos 80 até pouco tempo, toda a linda história da ilustração nas artes gráficas no Brasil parecia escorrer pelo ralo. Não só o trabalho deixou de ser economicamente vantajoso como às novas gerações deixaram de se interessar por ela. Isso teve uma conseqüência desastrosa principalmente na nova geração de diretores de arte que deixaram de enxergar na ilustração uma solução lúdica ou opinativa para suas páginas optando, muitas vezes, por fotos frias e vazias. Os últimos 5/8 anos trouxeram um alento com ilustradores realmente interessados em criar ou revigorar uma ilustração que já estava a caminho do limbo. Ainda falta muito, com certeza e a conquista de espaço e respeito no exterior serão resultados desse trabalho.

 

Brazil Cartoon: Com tantos recursos gráficos que tem nos favorecido, como por exemplo, o Photoshop, em sua opinião o talento, o traço, a tecnologia e a ecoline correm o risco de saírem de moda?

Orlando: Moda, em artes gráficas é uma palavra que praticamente só se usa no Brasil. Steinberg teria morrido de fome aqui. Se você gosta de fotografar, não encontra mais filmes, químicos ou papel fotográfico. Isso é um absurdo. No entanto, depois de tanto photoshop, degradês com cores primárias e soluções plug-ins, há grupos bastante interessados em retomar a essência do desenho. Riscar, sujar as mãos, experimentar, nunca vai sair de moda.

 

Brazil Cartoon: Atualmente, nos deparamos com diversas situações de plágio e similaridades nos salões de humor. Como você define a ética no desenho de humor, em especial, na ilustração?  

 

Orlando: Tenho sido convidado para ser jurado nos principais salões do Brasil e esse é um assunto que me preocupa muito. Plágio sempre existiu e é muito diferente de similar. A internet é um instrumento valiosíssimo, mas cobra um preço alto. Veja só: eu recebo todos os dias uma quantidade de e-mails pedindo para que eu olhe este ou aquele site, blog, flog e o escambau. Todos recebemos indicações de amigos e colegas com aquele “dá uma espiada”. Essa espiada, na maior parte das vezes, não nos deixa fixar, analisar e reter como de outro aquela idéia. Passamos a ter, então, a similaridade involuntária pipocando por aí. Aquela imagem fica armazenada em algum lugar de seu sub-consciente e, num belo dia, surge como uma idéia nova. Depois, acho também que existe um certo nivelamento por baixo nas idéias produzidas. Isso é reflexo do pouco caso com a cultura no Brasil. Sem desmerecer ninguém, basta entrar num chargeonline para achar algumas idéias muito parecidas todos os dias. Na ilustração, a “chupada” está mais em relação ao traço do que propriamente às idéias que, em geral, estão atreladas a um texto. Acontece de alguém fazer algo muito perecido com outro? Sim, claro, mas faz parte da coisa.

 

Brazil Cartoon: É muito interessante o espaço que vocês destacam em seu site sobre orientação profissional. Falando sobre isso, com tanto CTRL C e CTRL V, como fica a questão dos direitos autorais?

Orlando: A máxima chacriniana de que nada se cria, tudo se transforma é completamente atual. A SIB disponibiliza em seu site contratos e orientações que servem para nortear o profissional numa determinada negociação. Querer que o Brasil inteiro seja regido por uma tabela de preços justa pode ser uma utopia mas, aos poucos, temos conseguido grandes conquistas. O que você cria é seu e é a partir daí que os critérios de uso devem ser norteados. Pirataria, uso indevido, uso sem autorização, quebra de contrato, não pagamento, entre outros, são tópicos sujeitos a uma lei que nos protege. Artistas deveriam deixar de ser bundões e passarem a se valorizar produzindo um trabalho cada vez melhor e se informando sobre seus direitos. A partir daí, exigir.

Entrevista concedida ao Brazil Cartoon em 2008
Saiba mais sobre a SIBI
Foto: Extraida do filme Gordinhas 

Cinara Dreide
Jornalista

 

12 dez. 2018
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Expo do cartunista e artista plástico Jr.


 

Mais do que darem o seu rosto ao imaginário coletivo mundial do cinema, da literatura, da música, da pintura, da política e até da religião, diversas celebridades são também, literalmente, a face do trabalho do artista plástico brasileiro Júnior Lopes. A partir dos retalhos de diferentes tecidos, o artista apresenta uma perspectiva nunca antes vista de figuras que já todos conhecemos.

Jim Morrisson, John Lennon e John Coltrane. O talento e o legado artístico destes músicos ficou para sempre imortalizado nos seus trabalhos discográficos. Agora, os seus rostos e o de outras conhecidas personalidades foram também eternizados pela mão do artista plástico brasileiro Júnior Lopes. Utilizando retalhos dos mais diversos tecidos, Júnior confere novas cores e texturas a caras já tão familiares em todo o mundo.

Do caos nasceu a arte: algumas toalhas pretas e uma outra de flores brancas espalhadas no chão da casa do artista fizeram nascer o primeiro retrato. A junção acidental e desordenada de cores, materiais, padrões e volumes trouxe a imagem do mítico guitarrista Jimi Hendrix à mente de Júnior Lopes. A partir daí, muitas foram as célebres personalidades que "emprestaram" a sua imagem ao desenvolvimento da refrescante e inovadora técnica artística: Gandhi, Fernando Pessoa, Roberto Carlos, Andy Warhol, Adoniran Barbosa, Jim Morrisson, entre outros.

A Levi's viu no trabalho deste artista uma possibilidade única de promover os seus jeans da forma mais original e genuína, utilizando a sua própria ganga na produção dos retratos que fizeram parte do catálogo da marca em 2004. Nunca o propósito da promoção publicitária de uma marca tinha sido conseguido tão literalmente e, por isso, a campanha não passou despercebida: o prestigiado Festival Internacional de Cannes atribuiu-lhe um Leão de Ouro.

Os recortes e colagens de Júnior Lopes dão forma ao imaginário coletivo de todo um planeta, mas ganham ao mesmo tempo uma identidade própria. Já não são apenas músicos, cantores, escritores e pintores que vivem naqueles retratos de pano; simbolicamente, os seus rostos são, por sua vez, um retrato de corpo inteiro de uma visão artística singular.

Júnior Lopes é também cartunista e caricaturista, sendo que as suas criações já preencheram as páginas de publicações como a SuperInteressante, a Rolling Stone e a Folha de São Paulo. Recentemente, a revista Gráfica, considerada uma das referências em design e artes gráficas no Brasil, dedicou a sua capa e várias páginas aos trabalhos feitos em diversos tecidos pelo artista residente em São Paulo.

A sua criatividade já foi exposta além-fronteiras, em Moçambique; o génio do artista é também apreciado na Alemanha, em Itália e em Cuba, países de onde já surgiram diversas propostas que Júnior Lopes está agora a estudar.

A exposição fica até dia 20 de dezembro Endereço:Rua do Caminho do Pilar,500Vila Gilda, Santo André, São Paulo. Entre em contato com o artista clique aqui!

Fonte: Texto na íntegra / OBVIOUS Artes e Ideias  por Debora Canbé



 

11 dez. 2018
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Baixe o APP Brazil Cartoon


Agora, você vai ficar muito mais antenado sobre tudo que acontece no mundo do desenho de humor.O aplicativo Brazil Cartoon foi criado pensando no dia a dia dos desenhistas.Você recebe notificações de novas curtidas, novos seguidores e comentários de seus trabalhos, em tempo real. Além de poder postar imagens de seus desenhos  e vídeos direto do seu celular de forma fácil e instantânea. 

Para baixar é simples.

O aplicativo está disponível gratuitamente na App Store (IOS) ou no Google Play Store (Android).

Após a instalação, abra o aplicativo e selecione como deseja acessar o Brazil Cartoon. 
Caso ainda não seja cadastrado, você pode criar sua conta utilizando os dados de uma conta existente no Facebook, no Google ou apenas com o seu e-mail. 

Boa sorte! :)
​​​​​​Brazil Cartoon

12 dez. 2018
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